quinta-feira, novembro 29, 2007
A AMAZÔNIA AZUL
A Amazônia brasileira, com mais de 4 milhões de quilômetros quadrados, abrigando parcela considerável da água doce do planeta, reservas minerais de toda ordem e a maior biodiversidade da Terra, tornou-se riqueza conspícua o suficiente pra, após a percepção de que se poderiam desenvolver ameaças à soberania nacional, receber a atenção dos formuladores da política nacional. A região passou a ser objeto de notáveis iniciativas governamentais, que visavam consolidação, à garantia das fronteiras, à ocupação racional do espaço físico e à exploração sustentada dos importantes recursos naturais ali existentes.
Entretanto, há uma outra Amazônia, cuja existência é, ainda, tão ignorada por boa aparte dos brasileiros quanto o foi aquela que por muitos séculos. Trata-se da Amazônia Azul, que, maior que a verde, é inimaginavelmente rica. Seria, por todas as razões, conveniente que dela cuidássemos antes de perceber-lhe as ameaças.
Conforme estabelecido na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, ratificado por 148 países, inclusive o Brasil, todos os bens econômicos existentes no seio da massa líquida, sobre o leito do mar e no subsolo marinho, ao longo de uma faixa litorânea de até 200 milhas marítimas a largura, na chamada Zona Econômica Exclusiva (ZEE), constituem propriedades exclusiva do país ribeirinho. Em alguns casos a Plataforma continental (PC) – prolongamento natural da massa terrestre de um Estado a até 350 milhas marítimas. Essas áreas somadas – a ZEE mais a PC estendida – caracterizam a imensa Amazônia Azul, medindo quase 4,5 milhões de quilômetros quadrados, o que acrescenta ao País uma área equivalente a mais de 50% de sua extensão territorial.
No Brasil, apesar de 80% da população viver a menos de 200 quilômetros do litoral, pouco se sabe sobre os direitos que o País tem sobre o mar que o circunda e seu significado estratégico e econômico, fato que, de alguma forma, parece estar na raiz da escassez de políticas voltadas para o aproveitamento e a proteção dos recursos e dos benefícios dali advindos.
Logo de inicio podemos citar o transporte marítimo. Apesar de sue lugar-comum afirmar que mais de 95% do nosso comércio exterior é transportado por via marítima. Nossos próprios produtos empregam insumos importados, de tal sorte que interferências com nosso livre trânsito sobre os mares podem levar-nos, rapidamente, ao colapso. A conclusão lógica é a de que somos de tal maneira dependentes do tráfego marítimo que ele se constitui em uma de nossas grandes vulnerabilidades.
O petróleo é outra riqueza da nossa Amazônia Azul. No liminar da auto-suficiência, o Brasil prospecta, no mar, mais de 80% do seu petróleo, o que, em números, significa algo na ordem de 1;4 milhões de barris por dia. Dali é extraído, anualmente, um valor aproximado de US$ 30 bilhões.
Não é só o valor financeiro que conta. Privados desse petróleo, a decorrente crise energética e de insumos paralisaria, em pouco tempo o País.
Além do trafego marítimo e do petróleo, que já bastariam para mensurar o significado da nossa dependência em relação ao mar, poderíamos mencionar outras potencialidades econômicas, por exemplo, a pesca. A pesca permanece praticamente artesanal, enfrentando dificuldade de toda a ordem, que levam os custos e limitam a produção, quando poderia ser uma valiosa fonte para a geração de empregos, e também um poderoso aliado para o programa Fome Zero. Existem ainda potencialidade menos tangíveis, como os nódulos polimetálicos, jazentes sobre o leito do mar e cuja a exploração, economicamente inviável no presente poderá se tornar considerável filão de riqueza no futuro.
Na Amazônia verde, as fronteiras que o Brasil faz com seus vizinhos são fisicamente demarcáveis e estão sendo ocupadas por pelotões de fronteira e obras de infra-estrutura. Na Amazônia Azul, entretanto, os limites das nossas águas jurisdicionais são linhas sobre o mar. Elas não existem fisicamente. O que define é a existência de navios patrulhando-as ou realizando ações de presença.
Para tal a Marinha tem que ter meios, e há que se ter em mente que, como dizia Rui Barbosa, esquadras não se improvisam. Para que, em futuro próximo, se possa dispor de uma estrutura capaz de fazer valer nossos direitos no mar, é preciso que sejam delineadas e implementadas políticas para a exploração racional e sustentada das riquezas da nossa Amazônia Azul, bem como que sejam alocados os meios necessários para a vigilância, a defesa e a proteção dos interesses do Brasil no mar.
TEXTO: Roberto de Guimarães Carvalho
A política ambiental brasileira
Nas últimas décadas vem crescendo, em escala mundial, a preocupação com a preservação ambiental, tanto por porte da sociedade civil quanto dos governos e das empresas. É cada vez maior o números de pessoas que se preocupam em evitar o desperdício no consumo, diminuir a produção de lixo, economizar água e energia, promover separação de lixo reciclável, etc. Em conjunto, essas atividades melhoram a qualidade de vida de todos.
A política ambiental brasileira começou a se desenvolver no final da década de 1930, quando o estado começou a se preocupar com a exploração dos recursos naturais existentes no país, começando então criar unidades de concervação.
Mas na década de 1950, a política ambiental foi deixada um pouco de lado, pois todo o custo do projeto ambiental foi para a industrialização do país.
No final da década de 1970 os movimentos ambientais começaram a se manifestar, pois um alto grau de degradação começou a abalar a meio ambiente, tanto à poluição do ar, da água e do solo, também começaram grandes desmatamentos e queimados excessivas.
Devido a essas manifestações o país criou uma nova legislação ambiental, que faz parte da constituição federal.
Considerada uma das legislações ambientais mais avançadas do mundo, reúne leis, em que se destacam não só os direitos e deveres do cidadão, e das empresas, mas também as normas para o uso dos recursos naturais, como solo, água e minerais.
A legislação ambiental brasileira prevê punições rigorosas, que vão desde prisão até pagamento de multas milionárias aos responsáveis por atividades ou ações consideradas crime ambiental.
Outro destaque importante da legislação ambiental brasileira diz respeito às condições necessárias para que a união dos estados e municípios possam criar novas unidades de concervação.
A criação dessas áreas é uma das maneiras de proteger o patrimônio natural e cultural, além de favorecer o melhor conhecimento dos ecossistemas para que sejam protegidos.
No Brasil, as unidades de concervação podem ser criadas pelos governos federal, estadual e municipal. Essas unidades são definidas como áreas que possuem características naturais relevantes e cujos ecossistemas necessitam de proteção e de conservação.
As unidades de conservação podem ser divididas nas seguintes classes:
Parques nacionais – onde sua área possui características excepcionais que pode servir a fins científicos, educacionais e de lazer.
Reserva ecológica – área para a proteção e a manutenção das florestas e de outros tipos de vegetação natural, visando sua conservação permanente.
Estação ecológica – área representativa que ainda possui ecossistemas nativos. Destina-se á realização de pesquisas básicas aplicadas à proteção do ambiente natural e ao desenvolvimento da educação conservacionista.
Reserva biológica – área criada para abrigar espécies da fauna e flora com importante significado cientifico. A presença humana só permitida para realização de estudos, educação cientifica e monitoramento ambiental.
Áreas de proteção ambiental – áreas submetidas ao planejamento e à gestão ambiental. Destinam-se à compatibilização de atividades humanas com a proteção da fauna,da flora e da qualidade de vida da população local. Caracterizam-se como uma nova forma de defesa da natureza, sendo estabelecidas tanto em áreas públicas como em particulares, podendo englobar núcleos urbanos. Em algumas delas é permitido o desenvolvimento de atividades econômicas.
A política ambiental brasileira foi criada na intenção de proteger as áreas nativas de fauna e flora no intuito de protegelas e conservalas para que não sejam extintas e para que todas as gerações possam conhecelas, além de multar ou prender quem faça algum mal para todas as áreas ambientais protegidas.
FONTE: globalização, Tecnologia e meio ambiente pg. 314.
Impactos Ambientais Urbanos pg. 511
DAIANA FRANCISCA MAGRO 3.210
Estrutura fundiária brasileira
Segundo a pesquisa do IBGE feita em 2000, havia 32,5 milhões de pessoas residindo em áreas rurais, mesmo com a imensa área agricultável, 29 milhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza absoluta. A atividade agrícola deveria beneficiar primeiro a alimentação dos produtores, segundo as industrias locais e por último a exportação, no entanto ocorre o inverso. Devido aos latifundiários afirmarem que a terra é um bem pessoal e não social, ela tem baixos índices de utilização, cerca de 13,2%.
A estrutura fundiária é o modo como é distribuído propriedades rurais, que tem como característica a extrema desigualdade. Como no caso das propriedades com mais de 1.000 hectares, que representam apenas 1% da população, e ocupam 39,5% das melhores terras agrícolas do país, no entanto são mal aproveitadas, sendo essas uma característica latifundiária. Com isso 4,9 milhões de famílias não possuem terras para cultivo, ou não dominam as técnicas de produção. Enquanto isso, 39,3% das propriedades possuem menos de 100 hectares e ocupam uma área agrícola de 20%, propriedades inferiores a 10 hectares representam 50% e ocupam 2,7% da área. Estes são os minifúndios, com terras bem aproveitadas e preservam a sua cultura de produção, gerando mais empregos que os latifúndios. Em conseqüência disso, 150 mil de famílias de pequenas propriedades pequenas saem anualmente do meio rural, devido aos juros altos, preços elevados dos insumos, dificuldade de transporte e comercialização ocasionando o êxodo rural, que em 1950 vem se tornado um problema para a população urbana, que sofre um aumento de 45,2% nos anos de 1950 até 2000. Em incentivo aos trabalhadores rurais, nas décadas de 1950 a 1960, surgiram organizações como as Ligas Camponesas e a Confederação Nacional dos trabalhadores da agricultura (Contag), que lutavam pelos direitos dos trabalhadores rurais.
No início da colonização do Brasil, ocorreu o sistema de posse das terras, o posseiro podia trabalhar e ocupar a terra sem ser dono. A Lei de Terras, elabora da em 1850, extinguiu o acesso das terras por posse sendo obrigatória a compra em leilões com pagamento à vista, tornando apenas um sonho a população pobre.
São muitos os problemas agrários enfrentados no país, entre eles a luta pelo acesso a terra e a violência rural. Na década de 1950, o Partido Comunista Brasileiro, a Igreja Católica e Sindicatos Rurais ajudar a dar mais ênfase às lutas.
Em 1964, surgiu o Estatuto da Terra com metas como: a execução da reforma agrária e o desenvolvimento da agricultura. Com o objetivo de acalmar a violência rural.
Em 1970, ocorreu uma expansão da fronteira agrícola, em que abriu um espaço maior para a pecuária na Amazônia, mas mesmo assim não foi capaz de acalmar as brigas, os grandes latifundiários substituíam as pequenas propriedades. Durante esse processo ocorreu um grande movimento denominado grilagem, em que os grileiros invadiam pequenas propriedades tomando posse das terras.
Em 1980 surgiu no Rio Grande do Sul o MST (Movimento dos trabalhadores rurais sem terras), que levam uma vida precária e buscam pressionar o governo em busca da reforma agrária, para receber áreas rurais no geral públicas.
De acordo com a pesquisa de 1996 a área agrícola é ocupada da seguinte maneira: proprietário (93,8%) ocupante (2,8%) arrendário (2,4%) e parceiro (0,9%). sendo que 80% dos proprietários são pequenos produtores com área inferior a 50 hectares, e realizam uma agricultura familiar, isto é, produzem alimentos básicos para o consumo da família. O parceiro e o arrendário constituem um numero que vem sendo reduzido gradativamente.
Em 1993, no governo do presidente Itamar Franco, a divisão da terra foi definida por módulo fiscal, onde é considerado o tipo de exportação predominante no município, a renda obtida dessa exportação, outras exportações, o clima, a região, a área.
Desse modo, com a Lei nº 8 629, se classificou em minifúndio: áreas inferiores a 1 módulo fiscal, pequena propriedade: entre 1 e 4 módulos fiscais, média propriedade: área de 4 a 15 módulos fiscais e grande propriedade: com área superior a 15 módulos fiscais.
Existem várias formas de trabalho num campo, entre elas temos o trabalho familiar: que é realizado entre pequenas e médias propriedades. O arrendamento: onde o proprietário aluga o meio rural para o cultivo, e a parceria: onde o proprietário dispõe da terra para um terceiro cultivar, que em troca, lhe da parte da sua colheita.
Conclui-se que o processo de distribuição de terras deve ser feito com igualdade, do modo que a terra é um patrimônio da humanidade, é através dela que as pessoas produzem seu alimento. O ser humano é um ser egoísta e acha que a terra é patrimônio pessoal e é através disso que acontece muitas manifestações, assassinatos, desemprego e miséria. Com a evolução da população brasileira mais produtos terão que ser produzidos e dependerão mais da atividade agrícola.
A violência também é presente da área rural, percebe-se que muitas pessoas disputam terras para consumo próprio e como um bem que faz aumentar a sua fortuna, mas interpreta-se de maneira incorreta, a terra tem o oficio de produzir alimento necessário para o consumo do ser humano.
Bibliografia
MARIANA, LÚCIA E TÉRCIO, Geografia geral e geografia do Brasil 1ªed. São Paulo, São Paulo, editora Ática. 2007.
TERRA, LYGIA E COELHO, MARCOS DE AMORIM. Geografia geral e geografia do Brasil o espaço socioeconômico, São Paulo, São Paulo, 2007, pág: 359.
quarta-feira, novembro 28, 2007
População brasileira
A população brasileira cresceu bastante e estima-se que até o ano de 2025 o Brasil terá quase 250 milhões de habitantes.
Antes de falarmos sobre o crescimento populacional é preciso saber um conceito: o de crescimento vegetativo: que é a diferença entre a taxa de natalidade e a taxa de mortalidade. Esse conceito é importante porque é através do cálculo dessa diferença que temos a possibilidade de conhecer o quanto à população cresceu.
Uma visão muito difundida, porém errada, era de que a taxa de migração é que foi a responsável pelo nosso crescimento demográfico. Ela contribuiu, mas não foi o fator principal. A partir de 1930 iniciou-se no Brasil o processo de industrialização e urbanização que trouxe muitas mudanças que ajudaram a influenciar no nosso crescimento. Até então, o Brasil era um país agrário, com população rural.
Nos anos 50, o lado urbano do Brasil começou a crescer. Muitas pessoas começaram a deixar os campos para trabalhar nas cidades, principalmente nas regiões sudeste (onde a industrialização era muito ativa) e na região centro-oeste (construção de Brasília).
Ao longo da nossa história, houve muitos movimentos migratórios no país. Alguns foram incentivados pelo governo, porém outros foram espontâneos.
Quando foi anunciado que encontraram ouro
Nas décadas de 40 e 50, o governo incentivou a ocupação da região centro-oeste – era a chamada “Marcha para o Oeste”- prometendo doar terras para quem fosse. O mesmo aconteceu na época da construção de Brasília, que foi inaugurada em 1960.
A urbanização melhorou muito a vida dos brasileiros. Nas cidades havia uma melhor condição de vida (higiene e saúde, água tratada, serviços de vacinação, redes de saneamento básico, etc.), como conseqüência a taxa de mortalidade diminuiu bastante.
Nessa época (segundo estatísticas) a população começou a crescer de uma forma acelerada.
As novas condições urbanas e a revolução no campo da medicina provocaram um alto crescimento vegetativo da população. Os anos 60 foram marcados por uma revolução nos costumes, não só por causa da pílula (que diminuiu muito a taxa de natalidade), mas também outros fatores como a vida na cidade e a entrada da mulher no mercado de trabalho ajudaram muito a reduzir esse índice.
Atualmente, as famílias não são mais tão numerosas, principalmente nas zonas urbanas. O controle da natalidade está se tornando hábito até mesmo nas camadas mais pobres.
Sem sombra de dúvida, as desigualdades econômicas e sociais são um dos maiores problemas que o Brasil enfrenta. Há muita diferença entre a expectativa de vida dos sulistas e dos nordestinos. Os dados afirmam que no sul, as pessoas vivem mais do que no nordeste. A mortalidade infantil também é alta no nordeste, justamente por causa da precária assistência médica (principalmente com as mulheres grávidas) e as próprias condições de miséria que vive grande parte do povo nordestino.
A colonização do sul do país e a substituição da mão-de-obra escrava pela a assalariada contribuíram muito para a vinda de milhões de imigrantes para o Brasil.
Com a proibição do tráfico negreiro (1850) começaram a faltar escravos para trabalhar na lavoura, foi a partir daí que a imigração (principalmente européia) começou a crescer.
Vieram para o Brasil os italianos, sírios, alemães, espanhóis, portugueses etc.
Com o passar do tempo, alguns imigrantes conseguiram suas próprias terras, outros foram trabalhar nas fábricas, sem contar com os que fundaram indústrias (alimentícias, tecidos).
Em 1908, uma outra leva de imigrantes veio para o país: os japoneses. Muitos deles foram trabalhar no interior paulista nas diversas lavouras de café e outros se fixaram próximo a capital para trabalhar com agricultura, que era um dos principais meios de abastecimento da cidade que estava em processo de crescimento.
Porém, de todos os imigrantes que vieram para cá, o grupo que mais se destacou foram os portugueses.
Claro que não podemos esquecer a influência que os negros tiveram na nossa população, principalmente na nossa cultura.
O Brasil já não é mais um país jovem, é importante enfatizarmos que a população de idosos está crescendo cada vez mais e a expectativa de vida também vem aumentando: aproximadamente 64,1 anos para os homens e 70,6 anos para as mulheres.
Como podemos observar, as mulheres vivem mais, logo a maioria da população brasileira da terceira idade é feminina. Mas, se formos analisar região por região, acontece um fato interessante e curioso, na região centro-oeste e nordeste a população masculina é maior, isso acontece por causa das atividades agrícolas presentes nestas regiões que atraem muitos homens para o trabalho.
Hoje podemos dizer que a maioria da população brasileira vive nas cidades.
As grandes cidades que ao mesmo tempo oferecem uma condição melhor para o povo, também levam medo para as diversas famílias por causa da violência, desemprego e precariedade nos serviços médicos e educacionais além de muitos outros fatores.
domingo, novembro 18, 2007
Consumo de drogas no Brasil
O consumo de drogas aumentou no Brasil nos últimos anos, na contramão da tendência mundial de estabilidade. O país também se consolidou como centro de distribuição da cocaína colombiana e boliviana para os principais mercados consumidores. As conclusões estão em um relatório do Escritório da Organização das Nações Unidas (ONU) contra Drogas e Crime.
Segundo o estudo, a proporção da população brasileira que consome cocaína cresceu de 0,4%, em 2001, para 0,7%, em 2005 - o que corresponde a 860 mil pessoas de
O uso crescente da droga no Brasil elevou os índices da América Latina. O percentual da população dessa região que diz ter consumido cocaína ao menos uma vez na vida passou de 2,3% para 2,9%, no mesmo intervalo.
Enquanto o consumo brasileiro aumentou, a produção de cocaína na América Latina sofreu uma queda de 2% entre 2005 e 2006, embora os números por país não sejam homogêneos. O cultivo de coca na Colômbia caiu 9%, mas aumentou 8% na Bolívia e 7% no Peru.
Mas foi o consumo de maconha o que mais cresceu no Brasil. Em 2001, 1% dos brasileiros entre 15 e 65 anos consumia a droga. O índice subiu para 2,6% em 2005. Por outro lado, a ONU indica que o número de consumidores de maconha no mundo caiu de 162 milhões, em 2004, para 159 milhões, em 2005.
Houve também aumento no consumo de anfetaminas, que chega a 0,7% dos brasileiros, e de ecstasy, consumido por 0,2% da população.
Uma pesquisa realizada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) mostra que 62% dos consumidores declarados de drogas no Brasil são da classe A, cuja renda familiar chega a 25 salários mínimos por mês (mais de R$ 9 mil). O estudo mostra ainda que 85% dos usuários são brancos, grupo que compõe 53% da população total brasileira.
A pesquisa da FGV levou em conta quatro tipos de droga: maconha, cigarros de maconha, lança-perfume e cocaína. O gasto médio dos usuários é de R$ 45,77 por mês.
Segundo os dados coletados, os usuários de drogas têm entre 10 e 29 anos e 99% são do sexo masculino. Mostra também que 30% dos que consomem drogas freqüentam a universidade, mas a maioria (54%) dos usuários declarados de drogas, no entanto, cursa o Ensino Médio.
A pesquisa foi divulgada em meio à polêmica que o filme “Tropa de Elite” causou no país. O filme mostra a relação dos consumidores de drogas com a polícia e o perfil dessas pessoas na cidade do Rio de Janeiro, conhecida mundialmente tanto por sua beleza natural, como pela violência que existe provocada pelo tráfico de drogas.
Diante da gravidade do quadro, o assunto vem recebendo tratamento de alta prioridade pelo governo federal, dentro do princípio do compartilhamento das responsabilidades com os governos estaduais e municipais, setor produtivo e sociedade civil.
O Brasil entende que a Política Nacional Antidrogas responde aos anseios da sociedade brasileira e que sua implementação, certamente, conduzirá o país a uma nova realidade - de melhor qualidade de vida, maior segurança e mais saúde. Mas entende, também, que para alcançar essa nova realidade é preciso que esta sociedade esteja conscientizada, mobilizada e preparada para dizer não às drogas, atuando em conjunto em prol da redução da demanda.
Fontes: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL58880-5598,00.html http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI573448-EI306,00.html
sábado, novembro 17, 2007
Trabalhos de Geografia
Em breve vamos utilizar o blog para postar os textos pesquizados, referentes os diversos temas escolhidos por vocês, os quais estão sendo apresentados em forma de oratória na sala de aula.
